Para quem é — e para quem não é
Indicado para
- Quem tem sangramento frequente na gengiva ao escovar ou passar fio
- Quem nota gengiva retraída, dentes que parecem ter crescido ou mau hálito constante
- Quem sente mobilidade ou mudança de posição nos dentes
- Quem foi diagnosticado com periodontite e precisa de tratamento estruturado
Talvez não seja o ideal se
- Quem precisa apenas de limpeza de rotina, sem doença instalada
- Casos avançados com indicação cirúrgica, que são referenciados ao periodontista
Como funciona, passo a passo
Diagnóstico e mapeamento
Medimos a profundidade das bolsas ao redor de cada dente e registramos sangramento e mobilidade. Esse mapa guia todo o tratamento e permite comparar a evolução.
Raspagem subgengival por regiões
Com anestesia local, removemos o tártaro que está abaixo da linha da gengiva, região que a limpeza comum não alcança. O tratamento é dividido por quadrantes para o seu conforto.
Laserterapia e suporte
Nas sessões indicadas, o laser de baixa potência reduz a inflamação e o desconforto pós-raspagem, ajudando a gengiva a cicatrizar.
Reavaliação e manutenção
Após algumas semanas, medimos as bolsas de novo. Com o quadro controlado, você entra no programa de manutenção periodontal, com retornos a cada 3 ou 4 meses.
A tecnologia que usamos aqui
- Sondagem periodontal completa com mapeamento das bolsas
- Ultrassom e curetas específicas para raspagem subgengival
- Laserterapia para reduzir a inflamação e acelerar a cicatrização
- Radiografia digital para acompanhar o nível ósseo ao longo do tempo
Duração, sessões e durabilidade
| Aspecto | Na Ellos |
|---|---|
| Duração média | 40 a 60 minutos por sessão |
| Sessões | 2 a 6 sessões, conforme a extensão do quadro |
| Durabilidade | Controle contínuo com manutenção a cada 3 ou 4 meses |
| Anestesia | Local, nas sessões de raspagem profunda |
| Manutenção | Retornos a cada 3 ou 4 meses após o controle |
| Reversibilidade | Gengivite é reversível; na periodontite, o objetivo é parar a perda |
A doença que ninguém sente até ser tarde
A periodontite não avisa. Ela não dói na fase em que seria simples de tratar. O que ela dá são sinais discretos: um sangramento que você atribui à escova dura, um mau hálito que não passa, uma gengiva que retraiu um milímetro. Enquanto isso, embaixo da linha da gengiva, a inflamação vai dissolvendo o osso que segura os dentes.
Quando o dente amolece, a doença já caminhou anos. É por isso que a Ellos trata sangramento gengival como prioridade, não como detalhe.
Como o tratamento devolve o controle
O agente da doença é o biofilme que endureceu abaixo da gengiva, onde nem escova nem limpeza comum alcançam. A raspagem subgengival remove essa causa mecânica. Feita com anestesia local e dividida por regiões, ela permite que a gengiva desinflame e se readapte ao dente, fechando as bolsas onde as bactérias se abrigavam.
O mapeamento inicial — dente a dente, ponto a ponto — não é burocracia: é o que permite medir objetivamente se o tratamento funcionou, comparando a profundidade das bolsas antes e depois.
O papel do laser e da manutenção
Nas sessões indicadas, usamos a laserterapia como aliada: o laser de baixa potência modula a inflamação, reduz o desconforto pós-raspagem e acelera a cicatrização dos tecidos. Não substitui a raspagem — potencializa a resposta do seu corpo a ela.
Depois do controle, começa a fase que define o resultado de longo prazo: a manutenção periodontal. Retornos a cada 3 ou 4 meses, com profilaxia e medição das bolsas, porque a doença é recorrente por natureza. Quem mantém a rotina, mantém os dentes.
Periodontite e o resto do corpo
A ciência das últimas décadas ligou a doença periodontal a condições sistêmicas: diabetes descompensado piora a periodontite e vice-versa; a inflamação crônica gengival é associada a riscos cardiovasculares e a complicações na gestação. Tratar a gengiva é cuidado de saúde geral, não estética.
Se você tem diabetes, fuma ou está grávida, conte na avaliação — esses fatores mudam o plano e a frequência de manutenção que vamos propor.
Os sinais que você não deveria normalizar
A doença periodontal avança porque seus sinais são fáceis de explicar de outro jeito. Sangramento? "Escovei forte." Mau hálito? "Foi o café." Gengiva descendo? "Coisa da idade." Dente que parece mais comprido? "Impressão minha." Espaços novos entre os dentes da frente? "Sempre foram assim." Cada uma dessas explicações domésticas compra tempo para a doença.
A régua honesta é simples: gengiva saudável não sangra, não incha, não desce e não solta cheiro. Qualquer exceção recorrente merece uma sondagem periodontal — exame de minutos, indolor, que responde objetivamente se há bolsas se formando. O exame que descarta a doença custa uma consulta; a doença descoberta tarde custa dentes.
Depois do tratamento: a gengiva que se readapta
Uma expectativa que preferimos alinhar antes: com a inflamação controlada, a gengiva desincha e pode se reposicionar mais junto ao dente — às vezes revelando um pouco de raiz que o inchaço escondia. Isso pode gerar sensibilidade temporária ao frio e a sensação de "dentes mais longos". Não é piora: é o tecido doente dando lugar ao saudável, e faz parte da cura.
A sensibilidade se maneja com dessensibilizantes e laserterapia, e a estética, quando incomoda, tem soluções próprias avaliadas caso a caso. O que importa: dente firme em gengiva saudável, pelo resto da vida.
Fontes e referências
As condutas seguem as classificações e diretrizes da periodontia contemporânea e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O plano de tratamento é individual, definido após sondagem completa, conforme a Resolução CFO 196/2019. Casos com indicação cirúrgica ou de regeneração são discutidos com transparência, incluindo o encaminhamento a periodontista quando isso servir melhor ao seu resultado — o compromisso é com a sua gengiva, não com reter o caso.
Cuidados depois do procedimento
- Siga a higiene orientada mesmo com a gengiva sensível nos primeiros dias
- Use as escovas interdentais indicadas para o seu espaçamento
- Evite cigarro, que mascara o sangramento e acelera a perda óssea
- Não pule as manutenções, porque a doença é silenciosa quando volta
Perguntas frequentes
Sangramento na gengiva é normal?
Não. Gengiva saudável não sangra com escovação nem com fio dental. Sangramento é o primeiro sinal de inflamação e o momento ideal de agir, quando o quadro ainda é reversível.
Qual a diferença entre gengivite e periodontite?
Gengivite é a inflamação restrita à gengiva, totalmente reversível com limpeza e higiene. Periodontite é o estágio seguinte, quando a inflamação destrói o osso que segura o dente. Essa perda não se regenera sozinha, por isso o diagnóstico precoce importa tanto.
Tratamento periodontal dói?
As sessões de raspagem profunda são feitas com anestesia local, então você não sente dor durante o procedimento. Depois, pode haver sensibilidade por alguns dias, que controlamos com orientações e, quando indicado, laserterapia.
Periodontite tem cura?
Tem controle. O osso perdido não volta sozinho, mas o tratamento interrompe a progressão e mantém os dentes estáveis por anos. O sucesso depende metade da raspagem, metade da sua rotina de higiene e manutenção.
Posso perder dentes por causa da gengiva?
Sim. A periodontite é uma das principais causas de perda dental em adultos, justamente porque avança sem dor. Dente que amolece por perda óssea é um quadro tardio. Quanto antes o tratamento começa, mais dentes se salvam.
Quanto custa o tratamento periodontal?
Depende de quantas regiões precisam de raspagem e da gravidade do quadro. Após o mapeamento, você recebe o plano com o investimento por escrito, dividido por etapas.
Grávida pode tratar a gengiva?
Pode e deve. As alterações hormonais da gravidez aumentam a inflamação gengival, e a doença periodontal não tratada está associada a riscos na gestação. O tratamento é seguro e ajustado ao trimestre.
Revisado por Dr. Eduardo Sugawara — CRO-SP 90443.
Publicado em 10 de novembro de 2025 · Última revisão em 15 de janeiro de 2026.